sexta-feira, 3 de maio de 2013

Como combater a violência

Creio que todos gostaríamos de extinguir a violência que se propaga em nossas cidades. Como extinguir é uma tarefa muito difícil, talvez impossível, então propomos combatê-la, sim, combatê-la! parece paradoxal, pois, combate sugere confronto, briga e violência...não, não é essa violência que você, leitor amigo, possa estar pensando...
São essas ações que devem ser, na minha visão pessoal e também profissional, implantadas com "violência"!

1º) Implantação "violenta" de serviços sociais, culturais, esportivos e de lazer nas regiões mais carentes e com maiores índices de criminalidade;

1º) Implantação "violenta" de centros de apoio psicológico e de recuperação de dependentes químicos, com o devido acompanhamento de sua reintegração familiar e social;

1º) Implantação "violenta" do ciclo de prevenção e repressão ao crime: análise, planejamento, implantação, controle, coleta de dados, análise;

1º) Implantação "violenta" de infraestrutura urbana, tais como, saneamento básico, drenagem, pavimentação, quadras esportivas, escolas, creches, transporte, iluminação pública;

1º) Investimento "violento" nos recursos humanos diretamente envolvidos com a Segurança Pública, tais como ampliação do contingente, qualificação profissional, valorização profissional (salário,promoção, reconhecimento = motivação), integração com a comunidade;

1º) Investimento "violento" em tecnologias de prevenção, investigação e perícia criminal;

1º) Implantação "violenta" nas escolas da cultura da paz desde a pré-escola, de forma continuada e permanente;

1º) Implantação "violenta" da democracia na gestão da Segurança Pública com a participação de conselhos representativos da sociedade.

Bem, e antes que você pense que errei na digitação, eu explico: todos as ações acima são, de tal forma, imprescindíveis, que não podem ser valoradas segundo uma determinada ordem. Todas são urgentes e para ontem!

Abraços a todos! (e para as feministas: a todas!)

2 comentários:

  1. Muito bom o seu blog, Paulo.

    Nesses quase 7 anos de vida policial, trabalhando na rua, em unidade operacional, lidando com todos os tipos de crimes e mantendo contato com pessoas de todas as classes sociais, posso dizer que, ao contrário do que afirmam os Sociólogos, Psicólogos, Policiólogos, e demais "ólogos" da vida, o problema de insegurança pública que nossa sociedade vem enfrentando pouco tem a ver com questões sócio-esconomicais (ou sociais como preferem alguns), prova disso é que nosso país teve um dos melhores índices de desenvolvimento social de sua história, nas ultimas décadas e ao contrário do que deveria acontecer, como defendem os "ólogos" da vida, os índices de criminalidade só aumentaram, chegando na situação caótica que encontramos hoje, e com a tendência só de piorar!

    A conclusão que cheguei, na minha vivência não de "ólogo" mas como policial, que lida diretamente com o problema, é que a principal causa para o problema da insegurança pública enfrentada em nosso país se chama IMPUNIDADE! Basta observar que a grande maioria dos criminosos já foram presos pelo menos uma vez, na maioria dos casos são frequentadores assíduos das Delegacias de Polícia e do Sistema Carcerário. Acho que o Brasil é o único lugar do mundo onde alguém, depois que comete um crime (seja lá qual foi a tipificação do mesmo) é conduzido, pela polícia, para a Delegacia, SORRINDO, e muitas vezes desdenhando dos policiais (e do poder público) que arriscaram suas vidas para prende-lo, por causa da incerteza da impunidade!

    A sensação para nós, policiais, é de estar se enxugando gelo, ou seja, é como se nosso trabalho estivesse sendo em vão, pois não vai demorar muito e logo vamos estar enfrentando o mesmo bandido novamente, até que o destino lhe dê outro caminho.

    Eu não vou nem entrar no mérito de falar dos "menores de idade", porque ai é que está a maior ferida para o problema de insegurança que estamos vivendo. É aqui que está o maior exemplo de impunidade e como isso pode ser maléfico para a sociedade!

    Com toda essa impunidade, é cada vez mais comum a gente ver pessoas de bem buscando a justiça pelas próprias mãos, porque estes já não acreditam mais na justiça vinda do Estado, o que está levando nossa sociedade para os tempos do "olho por olho, dente por dente"!

    Para concluir meu ponto de vista, deixo este pensamento para que possamos refletir:

    "A justiça sem força e a força sem justiça são duas grandes desgraças." (Joseph Joubert)

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    1. Muito boa a sua colocação Glaudio e obrigado por interagir! Forte abraço!

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