terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Perícia criminal do RN: o exemplo do bambu.

Você deve estar se perguntando sobre o porquê do título desta postagem, caro amigo
(a), mas não se preocupe, entenderá logo, logo...
O bambu é uma planta altamente flexível e de grande resistência, ou seja, verga mas não quebra! e é justamente por essas características que a comparo com a Perícia Criminal do RN, que, apesar do número reduzido de Peritos Criminais (atualmente com 27, sendo 14 para local de crime) vem resistindo e sobrevivendo bravamente ante todas as dificuldades estruturais e de recursos humanos.
Infelizmente, apesar da relevância da prova material para a persecução penal, não se tem investido fortemente nos Institutos de Perícia (Criminalística, Medicina Legal, Identificação) de modo geral, sempre dependentes dos recursos federais e vistos como um mero órgão recolhedor de cadáveres ou de emissão de Carteiras de Identidade. Este último hipervalorizado em épocas eleitorais devido ao seu grande alcance social...ou, por não dizer, multiplicador de votos.
Além disso, há uma má vontade de alguns órgãos de segurança que não admitem, nem querem, uma Polícia Científica autônoma, auto-sustentável, sem interferências políticas na sua gestão e com a devida valorização profissional. Não é por acaso que o Estatuto do Instituto Técnico-Científico de Polícia do RN - ITEP/RN, está, entre idas e vindas dos setores do Governo, há mais de dois anos sem qualquer movimentação, mesmo estando tecnicamente pronto. Estatuto esse, que irá garantir melhores condições de trabalho, possibilidade de concurso público, reorganização estrutural, administrativa e valorização profissional aos que, ali. laboram.
Esperamos que o novo Governo olhe com mais atenção para este Órgão, profissionalizando a sua gestão, construindo uma nova Sede e, por fim, aprovando o Estatuto tão esperado e ansiado por todos os servidores.
Afinal, os bambus não quebram, mas estão quase rentes ao chão...

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