quinta-feira, 5 de março de 2015

Um minuto de silêncio

Quero dedicar um minuto de silêncio a todas as almas que se desligaram do corpo contra a sua vontade ou por vontade própria...no primeiro caso, vitimados pela violência, em grande parte relacionada ao consumo e tráfico de drogas; por acidentes diversos, principalmente os de tráfego; e, no último caso, pela desilusão com a vida, exarcebada, comumente, pela Depressão.
Um minuto de silêncio apenas...um minuto que grite fundo na alma dos viventes, não dos que já sofrem com a dor da perda do ente querido...estes tem, como companheiro, o silêncio profundo da ausência em cada lembrança, mas, principalmente, nas almas dos responsáveis pela gestão pública.
Aqueles que tratam a população como parte de seu curral - literalmente -, que acenam com sorrisos falsos para alguns que ainda se embevecem com isso - tão ingênuos -, que em seus discursos usa a palavra "povo" como quem trata, na fazenda, com o seu gado, aboiando para um futuro incerto e ilusório.
Um minuto de silêncio que comprima as suas mentes como um alicate!
Que pulse, pulse,pulse como uma enxaqueca!
Que reverbere nas suas cabeças como um paredão de som!
Um minuto de silêncio que tenha a dimensão espacial da angústia de quem clama sozinho no deserto...

Um minuto de silêncio que os faça ver o tempo de outra maneira...o mesmo tempo que pode deixá-los imortalizados pelas suas grandes obras ou esquecidos como lápides, destruídas, nas beiras de estradas.

Um minuto de silêncio, apenas...

4 comentários:

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